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Capítulo 13 - O Mercado Comun Europeu

em Qui Ago 16, 2018 9:20 pm
Capítulo 13 - O Mercado Comun Europeu


Seis anos depois de assinarem o Tratado de Paris (18 de abril de 1951), que instituiu a Comunidade Européia do Carvão de do Aço (CECA), França, Itália, Alemanha Ocidental, Bélgica, Holanda e Luxemburgo resolveram ampliar sua união: em 25 de março de 1957 surgia a Comunidade Econômica Europeia, entidade que logo passou a ser chamada de Mercado Comum Europeu (MCE).

Os associados formariam uma única zona econômica, isenta de tarifas alfandegárias para os produtos industriais; os agrícolas teriam livre circulação, preços estáveis e proteção contra os provenientes de outras áreas. A união foi selada pelo Tratado de Roma e entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 1958.

Já no início da década de 20 houve tentativas sem sucesso de criação da União Pan-Europeia. A depressão, as vitórias do nazismo na Alemanha e do fascismo na Itália e a Segunda Guerra atrasaram tais planos. Depois do conflito, parecia fundamental um esforço comum para melhor aproveitar os poucos recursos econômicos existentes.

A primeira oportunidade apareceu com o Plano Marshall, a ajuda americana à Europa. Para administrá-lo, foi fundada em 16 de abril de 1948 a Organização Europeia para a Cooperação Econômica (Oece). Em 1961, esta organização passou a ser designada Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), abrangendo 30 países europeus e os EUA, Canadá e o Japão.

Uma ausência sentida foi a da Grã-Bretanha, que estava mais interessada em se aproximar dos Estados Unidos do que em se aliar aos outros países capitalistas da Europa, com uma especial desconfiança em relação à Alemanha.

Em 1961, os britânicos começaram demoradas negociações que a levaram ao MCE em 1973. Estava dado um grande passo para o surgimento da União Europeia, com a assinatura do Tratado de Maastricht, em 1992.

Diversas medidas foram tomadas para recuperar a Europa dos efeitos devastadores da Segunda Guerra Mundial. Em 1948, dezesseis países europeus criaram a Organização Européia de Cooperação Econômica, entidade que deveria promover o desenvolvimento econômico e intensificar o comércio entre seus participantes. Esse organismo, porém, não chegou a cumprir seus objetivos: o grande número de participantes dificultava a integração, e a Grã-Bretanha, com posição preponderante, preocupava-se mais com os próprios problemas.

Diante desses problemas, a França propôs a formação de um grupo mais limitado, que se preocupasse apenas com a produção e o comércio do carvão e do aço. Em 1952, esse grupo foi fundado sob o nome de Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA). Seu sucesso incentivou a criação de outra, mais ampla, que unisse economicamente seus países membros.

A Criação do Mercado Comum Europeu
uniao europeia
Bandeira da União Européia, consequência do Mercado Comum Europeu

Em março de 1957, seis países (França, Alemanha Ocidental, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo) assinaram o Tratado de Roma, criando o Mercado Comum Europeu. Propunham-se ao estabelecimento de uma política econômica comum, obtida através da eliminação progressiva das tarifas alfandegárias entre países membros e da criação de uma tarifa externa única, incentivando o livre movimento de mão-de-obra, bens e serviços dentro da comunidade.

O Mercado Comum passou a funcionar em janeiro de 1958. Dez anos depois, o Produto Nacional e os salários dos países membros haviam duplicado. Em janeiro de 1973, a Grã-Bretanha, duas vezes recusada, foi finalmente aceita pela organização. Nesse época, a Noruega, a Irlanda e a Dinamarca entraram para o Mercado Comum Europeu, que passou a ter então nove membros.


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