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Capítulo 13 : Liberdade

em Qui Ago 16, 2018 8:41 pm
Capítulo 13 :  Liberdade


Liberdade

Liberdade - É a condição daquele que é livre; autodeterminação; independência;
autonomia

Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a
condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio;
autodeterminação; independência; autonomia.

A história desse conceito perpassa os estudos de épocas e pensadores diversos
e registra a interpretação de doutrinas sociais bastante variadas. Podemos fazer
uma distinção inicial entre o que se convencionou chamar de concepção
“negativa” e “positiva” da liberdade. Em seu sentido negativo, liberdade significa a
ausência de restrições ou de interferência. O sentido positivo de liberdade
significa a posse de direitos, implicando o estabelecimento de um amplo âmbito
de direitos civis, políticos e sociais. O crescimento da liberdade é concebido como
uma conquista da cidadania.

No sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício de sua cidadania
dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. "A liberdade de cada
um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer).

Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de
agir, independentemente de qualquer determinação externa. "A liberdade consiste
unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento
nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer
força exterior nos constrange" (Descartes).

A liberdade de pensamento, em seu sentido estrito, é inalienável, inquestionável.
Reivindicar a liberdade de pensar significa lutar pela liberdade de exprimir o
pensamento. Voltaire ilustra bem essa liberdade: "Não estou de acordo com o
que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo."

T. Hobbes afirma que o “homem livre é aquele que não é impedido de fazer o que
tem vontade, no que se refere às coisas e que pode fazer por sua força e
capacidade”.
Kant diz que ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si mesmo as regras a serem
seguidas racionalmente. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição
ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é nada
antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se,
encerrar-se, esgotar a si mesmo.

No livro “A sociedade do espetáculo” (1997), Guy Debord, ao criticar a sociedade
de consumo e o mercado, afirma que a liberdade de escolha é uma liberdade
ilusória, pois escolher é sempre optar entre duas ou mais coisas prontas, isto é,
pré-determinadas por outros. Uma sociedade como a capitalista, onde a única
liberdade que existe socialmente é a liberdade de escolher qual mercadoria
consumir, impede que os indivíduos sejam livres na sua vida cotidiana. A vida
cotidiana na sociedade capitalista, segundo Debord, se divide em tempo de
trabalho e tempo de lazer. Assim, a sociedade da mercadoria faz da passividade
(escolher, consumir) a liberdade ilusória que se deve buscar a todo o custo,
enquanto que, de fato, como seres ativos, práticos (no trabalho, na produção),
somos não livres.

De maneira geral, a liberdade de indivíduos ou grupos sempre sugere, ou tem a
possibilidade de implicar, a limitação da liberdade de outros.
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